sexta-feira, 1 de junho de 2012

Portugal uma potência mundial de lítio?


Portugal é já o quinto produtor mundial de lítio, e a procura desta matéria-prima para baterias de carros eléctricos vai quadruplicar.
Um estudo divulgado pela empresa de consultoria MarketResearch.com indica que a procura de lítio para a construção de baterias de iões de lítio para a indústria automóvel vai quadruplicar ao longo dos próximos 10 anos.
Mina de lítio a céu aberto, perto da Guarda.
O mesmo estudo revela que em 2010 o mercado mundial de lítio ascendeu a 11 mil milhões de dólares (€8 mil milhões), mas que em 2020 deverá rondar os 43 mil milhões de dólares (€31,5 mil milhões).
Alguns analistas do sector extractivo garantem que Portugal tem aqui uma oportunidade única para "marcar pontos" neste importante mercado, pois actualmente já é o 5º maior exportador mundial de lítio, e tem potencial de exploração para mais 70 anos. Estes dados são confirmados, aliás, num dos relatórios mais recentes do Departamento de Energia norte-americano.
Indústria automóvel interessada no lítio português 

Automóvel eléctrico
O problema é que Portugal apenas vai até à produção de concentrado de lítio, ou seja, não acrescenta mais valor ao seu produto, tendo que o vender em bruto para os proprietários de fundições de outros países. Esses, sim, é que entregam à indústria automóvel o lítio pronto para ser utilizado em baterias de carros eléctricos. São também estes intermediários que facturam uma parte considerável do processo de transformação do lítio.
O principal produtor de lítio em Portugal está já a ser sondado por várias empresas multinacionais da indústria das baterias para carros eléctricos, no sentido de formar parcerias que possam passar pela criação de uma fundição em Portugal. Ou seja, poderia ser um passo à frente no processo, em que o país acrescentaria valor ao seu recurso natural.
Bateria de lítio 
Para além da indústria automóvel, o lítio também, é utilizado na indústria electrónica (ex: telemóveis), farmacêutica e prevê-se que venha a ter cada vez mais aplicações na indústria aeroespacial e também na área militar.
Com estes avanços para a área mineira, a indústria automóvel quer garantir, de alguma forma, que não vai ter problemas no abastecimento dessa importante matéria-prima, para que a nova área de negócio dos carros eléctricos, que agora desponta, não fique comprometida.

Bibliografia:

Descoberta de um novo mineral em Espanha


Uma equipa de investigadores do Instituto Geológico e Mineiro de Espanha e da Universidade Complutense de Madrid descobriu um novo tipo de mineral, a zaccagnaita-3R, na gruta El Soplao (Cantábria, Espanha).

zaccagnaita-3R 
É o primeiro caso descrito deste tipo de material encontrado numa caverna. Em 2001, foi descoberta uma forma diferente de zaccagnaita (zaccagnaita-2H), em Carrara (Itália).
O material agora descrito é, então, um novo mineral espeleotémico, ou seja, que ocorre dentro de grutas. A El Soplao é, que se saiba, a única onde este ocorreu. A descoberta está publicada na edição de Abril da revista «American Mineralogist», editada pela Sociedade Americana de Mineralogia.

O zaccagnaita-3R distingue-se, primeiro, por ter sido encontrado numa gruta, depois, pela sua morfologia octaédrica e por ter uma zona de fluorescência, características desconhecidas em hidrotalcitas naturais (grupo ao qual pertence a zaccagnaita). Do ponto de vista químico, é mais rico em alumínio.

A outra 'versão' do mineral foi descoberta em 2001, os investigadores que a descreveram só conseguiram encontrar alguns cristais de tamanho microscópico, já que o mineral é extremamente escasso. Aquele é diferente do agora descrito e só se encontra em Carrara e, possivelmente, em São Constantino, na Grécia...
A zaccagnaita-3R é, até agora, um exclusivo da gruta espanhola. Pertence ao grupo das hidrotalcitas, minerais relativamente raros que têm um grande interesse pelas suas possíveis aplicações práticas, especialmente como catalisadores em processos industriais, em tratamento de águas e em saúde.
São utilizados como fármacos antiácido e antiséptico (utilizam-se no tratamento de úlceras gástricas pelo seu efeito neutralizante), excipiente anti-inflamatório, assim como para o tratamento de enfermidades cardíacas.   

Bibliografia:

O novo ouro do Brasil - O Sol

Segundo um estudo recente da consultora McKinsey & Co. a energia solar fotovoltaica pode atingir 400 a 600 GW, até 2020.


Um investimento que se deverá situar entre 800 mil milhões a 1,2 biliões de dólares. O rápido desenvolvimento do mercado de energia solar está a ser viabilizado pela forte redução de preços dos painéis fotovoltaicos nos últimos anos.
Em 2011, pela primeira vez, a energia solar liderou os investimentos mundiais em energia renovável com 128 mil milhões de dólares, mais 44% do que em 2010. O montante permitiu que fossem instalados 29,7 GW e gerou um crescimento de cerca de 68% na capacidade total instalada. As centrais solares somam já mais de 73 GW em operação, com a Alemanha e a Itália a representar mais de 50% desta capacidade.
Mas "o sol quando nasce...é para todos". A Bloomberg New Energy Finance noticiou recentemente, que o Brasil, juntamente com a Alemanha, Austrália, Dinamarca, Espanha, Itália e Portugal, atingiu a chamada ‘grid parity' (paridade com a rede), ou seja, o preço da energia gerada com painéis fotovoltaicos tornou-se competitivo face ao preço da energia da rede.

Entretanto, no passado dia 17 de Abril, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica Brasileira) publicou uma Resolução Normativa, que veio estabelecer um prazo para que as empresas distribuidoras de energia elétrica se preparem para a conexão de sistemas de mini e microgeração.
Por isso, no Brasil passará a ser possível instalar painéis fotovoltaicos nas residências ou escritórios, e consumir a energia produzida por esses sistemas, pagando à distribuidora somente o diferencial da energia consumida da rede (consumo líquido). Caso haja excedentes de produção, estes poderão ser utilizados, como créditos, num período de até 36 meses.
Esta resolução é um primeiro passo para a construção do mercado de energia solar no Brasil, que, por agora, é quase inexistente. No entanto, não podemos deixar de notar que o modelo adotado pode agravar ainda mais as assimetrias tarifárias existentes no continente brasileiro. Na prática, esta regulação cria maiores incentivos para a instalação de sistemas fotovoltaicos onde existe abundante recurso solar e onde as tarifas da rede são mais elevadas, como por exemplo, em alguns estados do Nordeste brasileiro. Estes sistemas, por canibalizarem os consumos da energia fornecida pelas empresas distribuidoras, reduzem a utilização das redes elétricas sem que seja diminuído o seu custo global. Um efeito que pode impactar o setor no médio/longo prazo.

Mas para Portugal esta resolução da ANEEL é um avanço importante, porque abriu mais um grande mercado para as empresas que atuam no segmento da energia renovável. E em breve podemos vir a assistir a uma corrida ao novo "ouro brasileiro" - o Sol. 
Bibliografia:

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fósseis de hominídeos mais antigos da Europa

Ossos têm sinais de modernidade e primitivismo!
Em 2007 foram descobertos em Dmanissi (Geórgia), um crânio e esqueletos parciais de três adultos e um adolescente que viveram há 1,77 milhões de anos foram descobertos, isto faz com que sejam os fósseis de hominídeos mais antigos encontrados até hoje fora de África.
Os restos fossilizados, que estão bem preservados, de acordo com os cientistas, mostram ainda uma série de características a um tempo primitivas e modernas, que é "surpreendente", e que traz novas peças ao puzzle da evolução humana.
Os fósseis encontrados em Dmanissi, apresentam uma curiosa mistura de características primitivas e modernas. Entre as primeiras contam-se a altura dos indivíduos, entre 1,45 e 1,66 metros, um cérebro pequeno, entre 560 e 632 gramas, idêntica à massa cerebral de um australopiteco (anterior a estes, já que viveu entre há quatro e dois milhões de anos) e a ausência de torção do úmero (osso do braço), o que fazia com que tivesse as palmas das mão voltadas para a frente. As suas características modernas são, por exemplo, as proporções corporais quase idênticas, justamente, às do homem moderno.
Artigo do DN com fotografia dos fósseis
Neste artigo denotamos que os vestígios encontrados apresentam características primitivas e modernas , isto faz com que os cientistas se interroguem sobre as teorias criadas para a evolução da humanidade ,  provavelmente hominídeos de diferentes características desenvolveram relações entre eles , mas nada disto está provado pela comunidade.


Bibliografia:
http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=985234 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Evolução da Espécie Humana (Árvore Genealógica)

Foi-nos dada a proposta de construir uma árvore genealógica sobre a evolução do Homem e depois de várias pesquisas construí-mos a seguinte árvore:

Clicar na imagem para ampliar 
Esta árvore é a junção de várias árvores que analisamos, mas que não estavam de acordo com as nossas ideias.
Concluímos que os Hominídeos se dividem em três classes: Homini, Australopithecus e Homo.
Fizemos algumas separações como o Homo Rudolfensis e o Homo Habilis ou o Homo Georgicus e o Homo Ergaster que apesar de terem existido em épocas muito próximas, foram encontrados em locais distantes entre si.

326 locais de elevado interesse científico em Portugal

A inventariação geológica completa do território português é de importância científica e estratégica fundamental e foi concluído recentemente sob coordenação do Departamento de Ciências da Terra da Escola de Ciências da Universidade do Minho.

Segundo José Brilha, docente e coordenador do projecto, já existia um levantamento feito ao nível da fauna e da flora, mas era fundamental classificar locais de valor abiótico (influências que os seres vivos recebem num ecossistema), com interesse científico, revelando a importância de ser gerido e preservado pelas autoridades nacionais que tratam da conservação da natureza.
A inventariação localizou 326 locais com interesse científico fundamental para o conhecimento geológico do país. O levantamento teve em conta, não só o valor científico dos locais, mas também a vulnerabilidade deste património. Alguns dos geo-sítios apresentam risco de destruição devido à ausência de políticas adequadas de gestão. A lista geral inclui, por exemplo, o granito de Lavadores em Gaia, o fojo das Pompas  em Valongo), os blocos erráticos de Valdevez no Gerês (Fig.1), as minas da Borralha em Montalegre, os fósseis da Pereira do Valério em Arouca (Fig.2) e o inselberg de Monsanto em Idanha-a-Nova.
Fig.1
Em Portugal existem vários locais não devem ser destruídos, pois são importantes testemunhos científicos dos acontecimentos-chave que marcaram a história do planeta, nomeadamente do território português.

Fig.2
O objectivo dos investigadores é que Portugal tenha instrumentos necessários para implementar uma política de geoconservação e também cruzar informação com os colegas espanhóis para definir um inventário à escala Ibérica, e numa fase posterior o objectivo é articular com a França e Itália, a inventariação do Sul da Europa, visando num médio prazo classificar geologicamente a Europa.


Bibliografia:
http://www.cienciahoje.pt/ 

O Menino de Lapedo

Menino do Lapedo foi a denominação dada ao fóssil de uma criança encontrado em 1998 no Abrigo do Lagar Velho do Vale do Lapedo, na cidade portuguesa de Leiria.
Este achado trouxe evidências acerca da evolução da humanidade, pois aparentemente representa o cruzamento entre um Homo Sapiens e um  Homo Neandertalensis, o que significa que estas duas subespécies terão coabitado e cruzado entre si.
Fig.1
Análise às ossadas do corpo do menino
O esqueleto encontrado é de uma criança com uma idade média estimada de 4.2 anos.

Fig.2

  Relativamente ao fémur direito, o mais conservado, explícito na Fig.2, podemos concluir que embora dentro da gama de valores aceite (mas fora do valor médio) para um sapiens daquele período, os parâmetros assemelham-se mais com os valores médios dos fémures Neandertais. O índice crural, a razão entre o tamanho da tíbia e do fémur, os ossos da coxa e da perna, é muito menor que o de um humano moderno, idêntico ao que se esperaria de uma criança Neandertal.

   A mandíbula (Fig.3) também combina a forma de um sapiens com a de um Neandertal. Aspectos morfológicos de estruturas como o orifício mental, orifício mandibular ou o bordo mandibular simétrico não permitem excluir, embora não apresentem valores medianos, a identidade como sendo sapiens. O ângulo da mandíbula também se aproxima muito mais do traço Neandertal assim como a robustez dos ossos acima dos olhos e de ambos os zigomáticos, por outro lado, o tórax, braço e a maior parte do crânio são inequivocamente modernos
Fig.3

Este é contudo um tema que gera muita polémica, estando longe a união na comunidade científica, há quem se oponha, considerando mesmo impossível o seu cruzamento, alguns autores mais radicais negam mesmo a sua classificação como subespécies da espécie, Homo sapiens, excluindo assim definitivamente qualquer hipótese de cruzamento. Há também quem intreperte as características deste fóssil como o resultado de uma doença que terá afetado o crescimento.

Bibliogafia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Menino_do_Lapedo